sábado, 1 de outubro de 2011

Assembleia de freguesia de Agualva admite eleições intercalares



Os autarcas de Agualva voltaram ontem a não conseguir eleger uma nova mesa para a assembleia de freguesia, após as duas listas propostas pela Coligação Mais Sintra (PSD e CDS-PP) terem sido rejeitadas por 13 votos contra seis, ou seja, incluindo por um elemento da própria Coligação.


As votações decorreram já depois da meia-noite, numa assembleia ordinária marcada pela aprovação de uma moção de censura ao executivo e novamente presidida por uma mesa ad hoc. A repetição do cenário da sessão extraordinária de dia 13 levou o PCP a propor e ver aprovado um requerimento que irá expor a situação ao Governo.

"Pedimos que seja descrita ao Ministro da Administração Interna a existência de quatro votações por voto secreto para a eleição de mesa, cujos resultados foram sempre a rejeição da única lista apresentada pela Coligação Mais Sintra", justificou o comunista Pina Gonçalves.

O documento aprovado pelos 12 votos da oposição contra os sete da Coligação Mais Sintra, pede ao Ministro "parecer competente sobre a necessidade ou não de eleições intercalares para a assembleia de freguesia, verificando-se a impossibilidade recorrente de eleição de mesa".

Oposição ameaça boicotar próximas reuniões

A situação foi causada pela demissão em bloco da mesa eleita, uma decisão tomada após a divulgação de uma carta em que um empreiteiro denunciou alegadas irregularidades por parte do executivo da Junta de Freguesia. Na reunião de ontem, o presidente Rui Castelhano reafirmou que as acusações são "mentiras" e assegurou que a Junta irá esclarecê-las pela via judicial.

A oposição está farta deste impasse e garante que não continuará a eleger mesas ad hoc para conduzir os trabalhos. "O BE votou favoravelmente esta mesa mas passará a votar contra as próximas, porque a Assembleia não pode continuar como se nada tivesse acontecido. Desafio os restantes partidos da oposição a tomar uma atitude, já que a maioria irá resistir eternamente a todas as situações", afirmou o bloquista Teodósio Alcobia.

Os socialistas também deram sinais de recusar continuar a viabilizar os trabalhos neste cenário. "O PS também não está mais disponível para as mesas ad hoc. Temos de esclarecer isto", avançou João Castanho. O socialista teceu duras críticas à actual gestão e recordou que desde Agosto "já se demitiram seis vogais do executivo e da assembleia".

©Luís Galrão/Tudo sobre Sintra (texto e foto)

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