sábado, 26 de novembro de 2011

Associação de Defesa do Património critica abate de árvores em Sintra

Comunicado: "A Associação de Defesa do Património de Sintra saúda a iniciativa de realização em Sintra do Congresso Mundial da OCPM sob o título "Cidades Património Mundial e as Alterações Climáticas." Desejando contribuir para o debate de tema tão actual, queremos apresentar, neste comunicado, algumas das nossas preocupações.


Sendo Sintra o primeiro lugar na Europa classificado pela Unesco como "Paisagem Cultural da Humanidade" em reconhecimento da harmonia entre a paisagem natural e a arquitectura, cumpre-nos zelar para que essa harmonia seja mantida.

Foram os seus habitantes que, ao longo dos séculos, fizeram da Vila de Sintra o que hoje podemos admirar e, por isso, é natural que a Unesco tenha recomendado, que as pessoas sejam auscultadas quando se desejam fazer alterações que modifiquem ou possam até destruir o aspecto cénico de Sintra.

Sem que sejam ouvidos os habitantes e associações ("stakeholders") e ignorando os seus afectos, têm sido cortadas árvores, algumas de grande porte, em locais emblemáticos, cujo fundamento amiudadas vezes desconhecemos e poucas árvores têm sido plantadas para substituir as que são abatidas.

Onde antes existia sombra e frescura – uma das características de Sintra, em pleno Verão – começam a surgir troços onde somos fustigados por sol inclemente. O carácter dos arruamentos de Sintra começa a perder-se, assim como uma certa qualidade de vida.

Face aos cortes de árvores efectuados recentemente, consideramos necessário reavivar o Conselho Municipal do Ambiente assim como promover reuniões multidisciplinares em que os "stakeholders" estejam presentes, para avaliação dos processos mais adequados para a conservação do património arbóreo e, em casos limite, a substituição de uma ou outra árvore.

Os conhecimentos na área da arboricultura para a conservação do arvoredo permitem hoje em dia a aplicação de técnicas para a manutenção em segurança das árvores que pela sua localização, espécie, raridade, longevidade ou monumentalidade devem ser especialmente protegidas na área classificada como Património Mundial e na sua Zona Tampão e de Transição.

As alterações climáticas também poderão afectar as zonas acima referidas o que é mais um motivo para a preservação deste microclima que só pode subsistir com a adequada conservação e manutenção do património arbóreo.
Sintra, 22 de Novembro de 2011"

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