quarta-feira, 22 de maio de 2013

Personagens virtuais interactivas falam com os visitantes do Palácio de Monserrate

O Palácio de Monserrate vai ter dois novos habitantes, em formato virtual, cuja tarefa, através de cinco tipos diferentes de plataformas digitais, consiste em receber e conduzir os visitantes através das salas, respondendo a perguntas e partilhando informação e imagens sobre a História, as histórias, os habitantes e o projecto de restauro daquele local.

A iniciativa, disponível a partir de dia 30 de Maio, resulta do projecto FalaComigo, com um investimento de 1.300.000 euros, que uniu um consórcio de sete empresas e institutos universitários num trabalho desenvolvido durante três anos na investigação e desenvolvimento tecnológico, bem como ao nível do estudo da história do Palácio. Este projecto é o primeiro do género em Portugal e consistiu na criação de personagens virtuais interactivas, com objectivos mistos de divulgação, ensino e entretenimento.

Sir Francis Cook, responsável pela construção do Palácio, e o seu mordomo Edgar Smith (personagem ficcionada), servem de agentes pedagógicos na transmissão da informação, vestidos ao estilo do século XIX e presentes ao longo da visita. A interacção é efectuada através de vários dispositivos fixos e móveis, que contêm aplicações temáticas sobre o monumento, acessíveis através de toque e fala, não tendo sido descurado o sentido lúdico, através de jogos interactivos que estimulam a atenção do público. A aplicação móvel partilha o mesmo tipo de informação dos dispositivos fixos, mas dirige-se sobretudo a quem pretenda ter no seu telemóvel ou tablet a explicação da visita.

São cinco as ferramentas disponíveis ao visitante:

1. Welcome Spot
- composto por um ecrã translúcido onde é possível ver Sir Francis Cook, dono do Palácio, que dá as boas vindas ao visitante. Esta personagem virtual faz uma breve descrição do Palácio e do projecto, convidando a conhecer o interior do monumento. A aplicação tem a particularidade de responder à voz do visitante, com identificação do idioma de compreensão;

2. Talking Spot - integrado na Biblioteca, é um dos pontos fortes do projecto, permitindo a livre interacção com o Mordomo Edgar. Consiste num ecrã de grandes proporções, através do qual os visitantes colocam todo o tipo de questões ao personagem virtual (por exemplo ‘Quem construiu o Palácio?’, ‘Quem foram os habitantes?’ ou ‘Como foi feito o projecto de restauro?’);

3. Learning Spot – situado na Sala de Bilhar do Palácio, recria uma mesa de bilhar, responde à voz e é composto por um ecrã multi-toque (onde podem estar até três pessoas a consultar em simultâneo) que contém a “Linha do Tempo”, focando todos os momentos históricos importantes do Palácio, os seus proprietários, como foi desenhado e imaginado, as alterações que sofreu, e como chegou aos dias de hoje. Uma das particularidades desta mesa é o facto de conter o catálogo da venda do Palácio em 1946;

4. Action Spot - na Sala Indiana encontra-se uma estrutura em forma de quiosque, com projecção em grande formato, na qual se encontram várias aplicações interactivas, nomeadamente, mostrando o Palácio no tempo da família Cook e o projecto de recuperação em curso. Também está presente o Mordomo Edgar, com quem os grupos podem interagir, através de microfone, ao circularem pelo espaço, colocando questões. Esta plataforma foi pensada para grupos e visitas guiadas, embora também permita utilização individual;

5. Moving Spot - Aplicação que permite fazer a visita guiada através de smartphone (Android ou iOS), ouvindo e lendo as explicações do Mordomo Edgar. O portador tem ainda ao seu dispor uma ‘Linha do Tempo’, com os principais marcos históricos do Palácio e uma componente de realidade aumentada, disponível em algumas salas. O visitante aponta o seu dispositivo para zonas previamente marcadas e obtém informação detalhada sobre a sala, pormenor ou objectos.

O FalaComigo foi financiado em co-promoção, no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), do financiamento EU/FEDER, através do POR Lisboa, com um investimento global de 1.304.982€ e um incentivo de 926.334€. A iniciativa integrou um consórcio com sete organismos: três empresas nacionais, com competências nas áreas da produção de quiosques electrónicos, comunicações móveis e soluções interativas (Newvision, Tziranda e Nearinteraction, respectivamente); três centros de investigação nas áreas de História da Arte e Património, Sistemas e Computadores, Informática e Telecomunicações (IHA/FLUL, INESC-ID e INOV); e um organismo responsável pela gestão de património: a Parques de Sintra (PSML). A coordenação e gestão do projecto coube à empresa Multisector Innovation Consulting e a Parques de Sintra é a anfitriã da primeira aplicação, que será agora possível comercializar junto de outras instituições que pretendam comunicar com os seus públicos através de personagens interactivas. [Fonte: PSML/Fotos: EMIGUS] [notícia no SAPO Mulher]

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