sábado, 13 de julho de 2013

Marco Almeida critica "teia burocrática" imposta aos movimentos independentes



O cabeça de lista do movimento ‘Sintrenses com Marco Almeida’ lamenta a falta de condições para que os cidadãos participem em igualdade de circunstâncias na vida política. “As resistências e a teia burocrática é tão grande, que ainda não fomos capazes de constituir uma conta bancária para o movimento que já formalizámos através de número de contribuinte, após constituição formal e legal”, lamenta o candidato à presidência da Câmara de Sintra (ver entrevista em vídeo).

Segundo explica ao Tudo sobre Sintra, “a entidade de contas recusa a abertura de uma conta com o número de contribuinte do movimento”, uma factor que considera “ridículo, trágico e desesperante em algumas circunstâncias” porque dificulta a transparência das contas da candidatura, um compromisso que Marco Almeida reitera. “A partir do momento em que a conta estiver constituída e começarmos a realizar despesa em torno dos materiais de apoio à candidatura, vamos começar a publicar, conforme compromisso assumido, os gastos e as receitas”.

Quanto às críticas de que está já a gastar acima do que prometeu, Marco Almeida assegura que mantém o compromisso de gastar até metade do limite legal de cerca de 300 mil euros. “Estabelecemos esse tecto de financiamento particular, porque os movimentos independentes não têm financiamento público e partidário, e estão numa situação de fragilidade à partida. A nossa candidatura é independente, mas não é frágil, e tem o apoio financeiro para fazer face aos desafios que tem pela frente. Vamos gastar menos, mas gastar de forma eficaz através da colocação de 20 outdoors no concelho, e o orçamento que vamos apresentar a 5 de Agosto, no último dia de entrega das listas, estabelece 80 mil euros de gastos máximos para a campanha eleitoral”, avança.

Questionado sobre o actual momento político, que classifica de “impasse e suspensão”, o candidato atribui responsabilidades a “birras de agentes políticos partidários”, um cenário que recusa para Sintra. “Sintra não pode repetir os erros que o país cometeu. Repudiamos deputados candidatos que não conseguiram fazer na Assembleia da República, na governação do país e nas agências de investimento, e que queiram agora com soluções milagrosas e promessas fáceis enganar os sintrenses”, diz Marco Almeida, apesar de não fechar portas a eventuais coligações pós-eleitorais. “O movimento Sintrenses com Marco Almeida vai liderar a câmara e as juntas de freguesia a partir do dia 29 de Setembro. Todos aqueles que estejam de boa fé, e estejam cá para ficar, que queriam participar construtivamente serão bem vindos a este projecto de governação”, admitiu o ainda vice-presidente da autarquia à margem da inauguração da sede de candidatura do movimento na União de Freguesias de Massamá e Monte Abraão, onde conta com Fátima Campos como cabeça de lista.

© Luís Galrão/Tudo sobre Sintra

Notícia relacionada:
'Marco Almeida quer criar "Estado social local" em Sintra'
António Capucho: "os movimentos independentes têm um papel determinante nestas eleições autárquicas" (vídeo)

Sem comentários:

Publicar um comentário

Os comentários devem observar as regras gerais de “netiqueta”. No âmbito da moderação em vigor, serão eliminadas mensagens ofensivas, difamatórias, xenófobas, pornográficas ou de cariz comercial.