sábado, 11 de janeiro de 2014

"Monstro" de vigilância costeira dificilmente sairá do Cabo da Roca



A Câmara de Sintra tentou convencer os Ministérios da Administração Interna e da Defesa a retirar a torre de radar de 45 metros do Cabo da Roca, mas o Governo foi inflexível. "Para já não é expectável que saia, não era sério dizer o contrário. Fez-se as diligências todas, mas temos realmente uma dificuldade, porque é de uma entidade governamental e a câmara não pode intervir. Só através do convencimento, e isso penso que vai ser difícil, infelizmente, mas aquilo não tem lógica absolutamente nenhuma estar ali"

Segundo o presidente da câmara, a estrutura do Sistema Integrado de Vigilância, Comando e Controlo da costa portuguesa, operado pela GNR, dificilmente sairá do local que ocupa mesmo ao lado do farol do Cabo da Roca, que tem menos de metade da altura. "Já se tentou pôr noutro sítio, mas dizem que este é o único sítio onde se pode pôr o radar e que é essencial em termos de tráfego marítimo", revelou ontem o autarca à margem da "presidência aberta" que promoveu na freguesia de Colares.

Basílio Horta lamenta que o Governo tenha sido insensível às reivindicações da Câmara de Sintra. "Compreendo que são necessárias informações sobre o tráfego marítimo, mas não acredito que o único sítio para ter a antena seja ali. Não acredito. É preciso sensibilidade. Temos jóias turísticas e culturais, temos de as preservar, e o Cabo da Roca é uma preciosidade. A sensibilidade deve ser transversal a todas as entidades públicas. Isto é uma falta de sensibilidade de quem autorizou e a verdade é que vai ser muito difícil mudar aquele monstro que está ali".

© Luís Galrão/Tudo sobre Sintra

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