terça-feira, 11 de março de 2014

Governo inaugura Unidade de Saúde Familiar em Monte Abraão e utentes marcam protestos


Foto © Google Maps

Foi hoje inaugurada a Unidade de Saúde Familiar (USF) Monte da Luz, em Monte Abraão, numa cerimónia que contou com a presença do secretário de Estado Adjunto do ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, do vice-presidente da Câmara de Sintra, Rui Pereira, e do vereador da Saúde e Acção Social, Eduardo Quinta Nova. A unidade dispõe de dez médicos, dez enfermeiros e sete assistentes, que vão servir 19 mil utentes, "contribuindo para uma forte diminuição do número de utentes sem médico de família".

Segundo a autarquia, Fernando Leal da Costa "assumiu o compromisso de tudo fazer para reforçar o número de médicos no concelho". "O governante afirmou a disponibilidade do Ministério, em parceria com a autarquia, para contribuir para a rápida resolução dos problemas de acesso aos cuidados de saúde e ao suprimento das carências de recursos humanos", avança a Câmara de Sintra em comunicado.


© Câmara de Sintra

"A USF Monte da Luz, do Agrupamento de Centros de Saúde Sintra, foi instalada no antigo espaço do Centro de Saúde de Queluz (em Monte Abraão), uma estrutura inaugurada e equipada em 1991, não tendo sido necessário um investimento por parte da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo para o início de actividade da USF". A unidade vai ocupar 595 m² e funcionar de segunda a sexta, das 8 às 20 horas.

Comissão de utentes convoca nova ronda de protestos

Em Sintra, dos 410.361 utentes inscritos, apenas 302.566 têm médico de família, razão pela qual a Comissão de Utentes da Saúde do Concelho de Sintra (CUSCS) realizará nos próximos dias, já a partir de amanhã, um conjunto de iniciativas de protesto. "São de amplo conhecimento as condições de funcionamento em que se encontram muitos dos centros de saúde de Sintra. O panorama de incúria e abandono do Ministério da Saúde perante os utentes do Serviço Nacional de Saúde tem vindo a agravar-se ao longo dos últimos anos", acusa a comissão.

Os utentes queixam-se do encerramento de instalações, da falta de médicos e de que "há uma crescente dificuldade na obtenção de uma consulta", uma situação agravada pelas "situações de isolamento" e "pelo contexto social que muitas famílias atravessam, com os elevados índices de desemprego, redução de pensões e reformas, situações de elevada carência económica que esbarram ainda nos custos com o pagamento das taxas moderadoras nos centros de saúde e nos hospitais", lê-se no comunicado da CUSCS, que realizará acções junto às unidades do Monte Abraão (dia 12, 7h30), Sabugo (dia 13, 8h30), Agualva (dia 17, 7h30), e Algueirão (dia 18, 7h30). [Fontes: Câmara de Sintra e Portal da Saúde]

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