sexta-feira, 27 de junho de 2014

Alagamares questiona opção pelo abate de tília centenária no terreiro do Palácio da Vila



A Alagamares-Associação Cultural não ficou convencida com as explicações da Parques de Sintra - Monte da Lua (PSML) sobre o abate de uma tília centenária na manhã do dia 26, junto ao Palácio Nacional de Sintra. "Não obstante as explicações entretanto produzidas por aquela empresa no sentido da inevitabilidade desse abate, a Alagamares manifesta publicamente e perante a PSML o seu desagrado por tal acto, não estando quanto a si cabalmente esclarecido se esse abate era a única solução possível neste caso em particular", lê-se num comunicado divulgado durante a tarde, onde também é defendido que "tudo tem de ser feito para salvar as nossas árvores, e nesse processo a auscultação dos cidadãos é fundamental, o que raramente ocorre, prévia e eficazmente."

A Alagamares defende, ainda, que "a cada árvore abatida deve corresponder a subsequente plantação de novo exemplar", sobretudo em Sintra, onde "entre os critérios que levaram à classificação como Património da Humanidade, está subjacente a imagem cénica proporcionada pela vegetação densa e exótica, alinhada à subsistência ao longo de décadas de exemplares vetustos e de excepção." Neste caso concreto, que gerou uma onda de protestos nas redes sociais, a associação diz "aguardar pela plantação no local de novo exemplar, bem como igualmente pela reintrodução no Terreiro Rainha D. Amélia de outros exemplares igualmente suprimidos nos últimos anos."

A associação aproveita também para reiterar "a necessidade duma melhoria no procedimento das entidades gestoras do território e dos espaços classificados, publicitando e divulgando tempestivamente os relatórios previamente às intervenções, numa melhoria na relação com os fruidores do património natural, atento ainda o facto de que qualquer procedimento cautelar ou preventivo que se pretenda desencadear ao abrigo da legislação em vigor se defronta sempre com o facto consumado irreversível que nos últimos anos e proveniente de vários serviços da Administração Publica, central ou local, tem pautado a desflorestação urbana e a descaracterização sem planeamento de locais ímpares e consolidados."

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