quarta-feira, 4 de junho de 2014

Autarcas de Sintra contra encerramento de unidades de saúde em Almargem do Bispo

A Junta de Freguesia de Almargem do Bispo, Pêro Pinheiro e Montelavar contestou hoje o encerramento dos postos de saúde de Almargem do Bispo, Dona Maria e Sabugo, já a partir de segunda-feira. “A junta manifesta publicamente a sua discordância com a opção de concentrar os cuidados de saúde em Negrais, apelando ao Governo a adopção de uma solução que efectivamente sirva a população no seu todo”, lê-se num comunicado à população divulgado esta tarde (anexo).

Segundo o presidente Rui Maximiano, o que faz falta na união de freguesias é a construção de um novo centro de saúde em Almargem do Bispo. “A junta de freguesia e a Câmara de Sintra têm trabalhado com vista à criação de condições para a construção de uma unidade de saúde familiar, disponibilizando o terreno e assumindo 30% do valor da obra, estando a sua concretização dependente de decisão da Administração Regional de Saúde”, esclarece o autarca.

Câmara pede reunião urgente ao ministro da saúde

O executivo municipal decidiu ontem, por unanimidade, solicitar uma reunião de emergência ao ministro da saúde, não só para “obter respostas sobre a demora em relação à formalização do protocolo para a construção de cinco centros de saúde (Algueirão-Mem Martins, Agualva, Almargem do Bispo, Queluz e Sintra)", mas também para "dar a conhecer a preocupação sobre possíveis encerramentos de equipamentos de saúde e o fim de valências no Hospital Fernando da Fonseca”, avança a Câmara de Sintra.

A autarquia recorda que “disponibilizou os terrenos ou os edifícios, bem como 30% do valor dos custos de construção de cinco centros de saúde, mas passados mais de quatro meses e apesar de já terem sido entregues os projectos de alguns destes equipamentos, continua a aguardar que Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) envie as minutas dos contratos-programa”, uma situação que preocupa autarcas e utentes, dado que alguns dos actuais equipamentos “estão degradados e não apresentam condições condignas para a sua utilização.”

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