quarta-feira, 4 de junho de 2014

CDU contesta alargamento do estacionamento pago a mais uma dezena de locais



A CDU criticou hoje a intenção da câmara e da Empresa Municipal de Estacionamento de Sintra (EMES) em alargar de três para treze as áreas de estacionamento pago no concelho. A medida foi apresentada no Projecto de Primeiras Alterações ao Regulamento de Trânsito e Estacionamento, em consulta pública deste dia 30 de Abril, no qual, além da Vila, da Estefânia e da Portela, áreas já tarifadas, é proposto o alargamento dos parquímetros a Algueirão-Mem Martins, Rio de Mouro, Agualva-Cacém, Massamá, Monte Abraão, Queluz Sul e Queluz Norte, bem como às praias da Adraga, Grande e das Maças, na freguesia de Colares.

“Uma proposta de regulamento deste tipo devia ser acompanhada de um Plano de Mobilidade, um estudo mais alargado que englobe a mobilidade, o estacionamento, os transportes públicos e individuais, e a recuperação do espaço público, de forma a ordenar a circulação nas áreas urbanas. Taxar por taxar não resolve os problemas e em alguns casos pode agravá-los”, alerta o vereador Pedro Ventura, embora admita que o estacionamento tarifado pode fazer sentido em alguns locais, como nos centros históricos.

Entre as preocupações da CDU estão o "impacto negativo sobre o pequeno comércio, que tem de concorrer com as grandes superfícies que oferecem estacionamento gratuito", bem como sobre o bolso dos munícipes. “O pagamento de mais uma despesa tem um efeito altamente negativo no rendimento familiar, com reflexos na própria câmara, que iniciou o mandato com uma grande preocupação social e não deve agora causar problemas à população, porque para isso já basta o Governo”, diz Pedro Ventura.

A CDU lamenta ainda a forma como a autarquia está a conduzir a consulta pública, e defende que o prazo só termina ao fim de 30 dias úteis (dia 12 de Junho), enquanto a câmara entende que se tratam de 30 dias de calendário, pelo que a consulta já terminou. “Independentemente do conteúdo, um regulamento que tem este tipo de implicações na vida diária das pessoas não se pode limitar a uma publicação em Diário da República e a transformar isto num acto administrativo. Tem que se fazer uma discussão muito ampla com as populações e as instituições, não pode ser desta forma”, defendeu também Paula Borges, da concelhia comunista, durante a entrega da posição da CDU no âmbito da consulta pública. [ver mapas das zonas tarifadas propostas para as várias freguesias]

© Luís Galrão/Tudo sobre Sintra

Notícias relacionadas:
Executivo de Agualva-Mira Sintra recusa imposição de parquímetros pela EMES
Alagamares aponta alterações "ilegais" ao regulamento de estacionamento
Câmara recua na colocação de parquímetros nas praias de Colares
Câmara quer taxar estacionamento nas freguesias urbanas e em três praias de Colares

Sem comentários:

Enviar um comentário

Os comentários devem observar as regras gerais de “netiqueta”. No âmbito da moderação em vigor, serão eliminadas mensagens ofensivas, difamatórias, xenófobas, pornográficas ou de cariz comercial.