segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Estudo ainda não divulgado pela câmara conclui que amianto nas escolas “está sob controlo”


© Luís Galrão/Tudo sobre Sintra

A Câmara de Sintra diz que as análises a 33 escolas do município com telhados com fibrocimento revelam que não há risco imediato para a saúde, mas o estudo sobre a eventual presença de amianto ainda não foi tornado público. “Temos o levantamento feito e as análises ao ar, e o que nos diz o laboratório é que neste momento as coisas estão sob controlo. Devemos acompanhar e intervir apenas no momento em que haja claramente sinais, não antes, porque é uma coisa caríssima”, informou Basílio Horta na assembleia municipal de dia 18.

O presidente da câmara respondia à insistência de dois deputados municipais do movimento Sintrenses com Marco Almeida, descontentes por não terem ainda qualquer informação sobre as diligências da autarquia, apesar dos pedidos. “Continuamos a manifestar preocupação pela falta de informação escrita que possibilite ou não tranquilizar todos os que diariamente frequentam as escolas”, lamentou António Gouveia, preocupado com a existência de coberturas e telheiros com amianto.

Qualidade do ar vai ser monitorizada

Na sexta-feira, o Jornal de Sintra divulgou que a câmara vai implementar um programa de monitorização das partículas de amianto em algumas escolas, dado que o estudo encomendado ao Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ) revelou a existência deste material em alguns dos estabelecimentos sob alçada do município. No entanto, em declarações ao semanário, o vice-presidente da câmara reforça que “a situação é absolutamente segura”, não existindo risco em nenhuma escola.

Segundo Rui Pereira, “as análises foram estudadas num laboratório de referência nos Estados Unidos e revelam que há amianto em alguns telhados, é verdade, mas não há qualquer risco para a saúde, porque na maior parte das escolas não se consegue sequer registar o amianto no ar, mesmo com equipamentos do mais sensível que existe”. O autarca responsável pelo pelouro da educação adianta também que os dados obtidos pelo ISQ serão afixados nas 33 escolas abrangidas.

Quanto à remoção das telhas, Rui Pereira esclarece que “o que é aconselhado no relatório é que não haja substituição imediata, mas apenas quando necessário”, razão pela qual a câmara irá apenas monitorizar a qualidade do ar. Relativamente às escolas a cargo do Ministério da Educação, a câmara diz conhecer apenas a listagem divulgada em Agosto, que identifica em Sintra 29 edifícios públicos que podem conter amianto, a maioria escolas, razão pela qual já solicitou esclarecimentos. O Tudo sobre Sintra aguarda há uma semana pelo relatório elaborado pelo ISQ, que custou à câmara 16 mil euros.

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