sábado, 24 de novembro de 2012

Plataforma Freguesias SIMtra exige revogação da lei da reforma administrativa



Cerca de 50 pessoas manifestaram-se esta tarde junto aos Paços do Concelho numa concentração da Plataforma Freguesias SIMtra “abençoada pelo São Pedro”, nas palavras dos promotores, já que decorreu debaixo de chuva. O protesto serviu para reiterar as reivindicações deste movimento que engloba sobretudo munícipes e autarcas do PS, CDU e BE, e culminou com a aprovação de uma moção contra a reforma administrativa.

“Entendemos recusar a extinção de qualquer freguesia, exigir à Assembleia da República a revogação da lei 22/2012, exigir aos deputados municipais sintrenses e aos deputados sintrenses com assento na Assembleia da República que defendam as freguesias do concelho de Sintra e não os seus interesses partidários”, lê-se no documento aprovado por unanimidade e que será enviado ao Parlamento.

Sob algumas palavras de ordem e com vários cartazes em defesa da freguesia de Montelavar, a maior delegação presente, a Plataforma informou que a petição de mais de sete mil assinaturas contra a extinção de freguesias no concelho será discutida no plenário da Assembleia da República, no dia 14. “Serão também discutidos dois projectos de lei de revogação da lei 22/2012, um do BE e outro do PCP, porque o chumbo desta lei anti-democrática deve ser o objectivo último” justificou Rui Monteiro, membro da concelhia de Sintra da CDU.



A Plataforma mostra-se satisfeita com a rejeição pela Assembleia Municipal das soluções propostas pela Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território (UTRAT), mas lamenta não ter sido possível ir mais longe. “É preciso rejeitar a lei e a extinção de qualquer freguesia, mas infelizmente não foi possível porque houve interesses partidários que se sobrepuseram aos interesses do concelho”, lamentou Rui Monteiro (áudio anexo).

Já a presidente da Junta de Freguesia de Montelavar alertou que “o próximo objectivo [do Governo] é fechar estruturas, centralizar, e as pessoas vão deixar de ter os apoios que tinham junto de si”. “Todos sabemos que o segundo objectivo, depois da extinção, será fechar os serviços e despedir pessoal, porque não havendo redução de orçamento, pessoal e estruturas, para que serve a lei?”, questiona Lina Andrês, que promete que a população da freguesia não irá desmobilizar contra esta lei “obtusa e mentirosa”.

Declarações de Rui Monteiro da Plataforma Freguesias SIMtra por tudosobresintra

© Luís Galrão/Tudo sobre Sintra


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