domingo, 18 de maio de 2014

Petição e independentes contestam encerramento do Museu do Brinquedo de Sintra


© Luís Galrão/Tudo sobre Sintra

São já mais de 400 os subscritores da petição lançada este fim de semana na Internet "contra o encerramento do Museu do Brinquedo de Sintra", espaço que alberga mais de 60 mil peças coleccionadas durante anos por João Arbués Moreira. A iniciativa recorre à plataforma Petição Pública e dirige-se ao primeiro-ministro, à Assembleia da República, aos partidos políticos e aos cidadãos, que são questionados sobre se se deve "deixar morrer" um museu com "muitas histórias de vida".

Durante a última semana, a Fundação Arbués Moreira avançou que o museu instalado em Sintra desde 1989 deverá encerrar no final de Agosto, dado não ter sustentabilidade financeira para lá dessa data, sobretudo devido à queda do número de visitantes e ao fim do apoio camarário. Em Janeiro, a autarquia viu-se impedida de atribuir um subsídio mensal de cinco mil euros e de ceder o edifício gratuitamente, o que levou, em Fevereiro, à assinatura de um protocolo entre o museu e a Fundação Montepio. No entanto, este acordo revelou-se insuficiente para fazer face aos cerca de 126 mil euros de encargos anuais.

Há menos de um ano, durante a campanha eleitoral, o ainda candidato Basílio Horta afirmou que caso fosse eleito não deixaria encerrar o museu, uma decisão que considerava sem "justificação ou racionalidade", dado tratar-se de "património único a nível nacional e europeu [que] não pode ser colocado em causa." Actualmente, o agora presidente da câmara justifica que apenas pôde adquirir entradas para as escolas do concelho, dado que a nova legislação aprovada em Dezembro não permite à autarquia apoiar fundações, mas manifesta disponibilidade para alugar o edifício por uma renda simbólica.

Em reacção à "muito preocupante notícia" de ameaça de encerramento, os eleitos pelo Movimento "Sintrenses com Marco Almeida" solicitaram uma reunião urgente da Comissão Especializada de Educação, Cultura, Desporto e Juventude da Assembleia Municipal. "Tendo em conta o valioso acervo do Museu, o serviço público que vem sendo prestado e o prestígio de que goza em termos nacionais e internacionais, queremos crer que os decisores não se pouparão a esforços para reverter a situação", lê-se no comunicado do movimento independente, que sugere "que se comece por reconhecer a utilidade pública do Museu e dos fins que prossegue e explorar as vantagens daí decorrentes." [ver página do Museu do Brinquedo]

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