segunda-feira, 23 de março de 2015

Mergulhador de Cascais denuncia “crime ambiental” no litoral de Sintra


Imagem do vídeo «'Onde a terra se acaba' e o LIXO se instala»

[Actualizado] O mergulhador Miguel Lacerda, de Cascais, denunciou hoje que o tubo gigante que há um ano deu à costa na Praia das Maças está a poluir o litoral de Sintra, numa situação que configura “um crime à natureza e ao ambiente”. “Preocupa-me ver este assunto morrer na praia. Era importante responsabilizar quem teve a negligência e cometeu este crime, e incumbi-lo de remover todos os fragmentos do tubo sem causar danos colaterais ao ambiente”, apela.  



Num vídeo divulgado no Youtube, o mergulhador que ajudou a fundar o Museu do Mar de Cascais e o Museu da Baleia da Madeira, lamenta que passado mais de um ano nada tenha sido feito e mostra-se preocupado com as eventuais consequências da degradação do material. "Temos tubos espalhados na Praia da Ursa e numa pequena reentrância a Sul da praia da Adraga. São muitas toneladas de PVC, um perigo para a navegação costeira e para a sustentabilidade do mar", denuncia.

No cenário actual, com o tubo exposto à erosão directa das ondas, Miguel Lacerda considera que "a situação é muito preocupante, porque a estrutura sofre um desgaste contínuo, espalhando toneladas de pedaços ou pequenas partículas, que durante muitos anos vão matar milhares de peixes e algumas espécies de aves marinhas”.

Imagens do tubo a 29 de Janeiro de 2014 (via Bruno Loureiro):


No final de Janeiro de 2014, a Autoridade Marítima disse estar a monitorizar a situação do tubo, que acreditava ser de plástico de alta densidade (PEAD) e proveniente de uma instalação de piscicultura sediada em Mira, no distrito de Coimbra. Mas em Fevereiro, a Capitania do Porto de Cascais disse ao Tudo sobre Sintra que "o tubo acabou por se seccionar em inúmeras partes de pequena dimensão, encontrando-se presumivelmente à deriva, em parte incerta", razão pela qual mantinha em vigor um aviso aos navegantes.

[Actualização a 25/03, às 11h25] A Câmara de Sintra informou hoje que "tem acompanhado a questão junto da Capitania do Porto de Cascais, entidade responsável por esta matéria" e que, "logo que sejam reunidas todas as condições, deverá ser concluída/prosseguida a operação de remoção de todos os fragmentos na zona."

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